Quando levar a criança ao psicólogo: saiba como identificar alguns distúrbios

23.set.2015

Confira abaixo algumas características que podem indicar que a criança precisa frequentar um psicólogo – ou não. Se seu filho apresenta algum desses indícios, leve-o a um profissional especializado, que é a pessoa mais indicada para fazer o diagnóstico e tratamento dele.

Problemas na fala e na interação social

De acordo com Ana Maria Menezes Duarte, PHD em psicologia infantil e desenvolvimento humano crianças que apresentam problemas de comunicação verbal, interação social e criatividade podem ser autistas. “Essas são as três principais características do autismo. Outras, como a preferência por comidas pastosas e problemas com a textura e o cheiro dos alimentos, também são indícios”, explica a psicóloga.

O autismo apresenta alguns graus de comprometimento, que vão desde os mais leves, como a síndrome de Asperger, até a incapacidade de interagir com outras pessoas, o que resulta em comportamentos agressivos. Confira abaixo as principais características do autismo:

. Comunicação verbal: atraso no desenvolvimento da fala, repetição do mesmo assunto, fala mecânica, repetitiva e sem entonação.

. Interação social: não interage muito com outras crianças; tende a não reclamar ou chorar quando pegam, por exemplo, um de seus brinquedos; prefere se isolar e ficar sozinha; brinca de forma esterotipada, como balançar e fazer movimentos giratórios com objetos ou com as mãos; tem ‘olhar vago’ e não busca o rosto de quem está conversando com ela.

. Criatividade: não entende ou não consegue fazer brincadeiras do tipo “faz de conta”; tem dificuldades para inventar histórias ou brincadeiras.

Agressividade e baixa tolerância à frustração

Sabe aquela criança agressiva, que faz pirraça por tudo, não respeita os pertences dos outros, é antissocial e não lida bem com a frustração? Então, pode ser que ela não tenha nenhum distúrbio psicológico. Isso mesmo! O problema pode estar nos pais ou em quem a educa.

“Alguns pais não impõem limites aos filhos e deixam que eles controlem tudo. O que acontece? Crescem crianças mimadas, tristes e que não sabem lidar com a frustração, nem mesmo quando adultos”, conta a psicóloga. Uma das soluções é que os pais busquem orientação de psicólogos ou terapeutas. “Eles precisam aprender a lidar com os problemas. Pais que trabalham o dia todo, por exemplo, tendem a compensar sua ausência com mimos e presentes. Ou quem cuida da criança – uma babá ou avó -, tentam evitar choros e birras fazendo as vontades da criança. É necessário tratar os pais para que as crianças fiquem bem”, explica.

Inquietude e falta de concentração

Se você recebe reclamações constantes da escola de que seu filho não para quieto, adora conversar com os amigos e não presta muita atenção na aula, pode ser que ele seja apenas uma criança ativa.

“Alguns educadores não sabem lidar com esses tipos de comportamento e diagnosticam a criança como hiperativa – ou com Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) – sugerindo que façam uso de medicamentos. Muito cuidado com esses diagnósticos precoces. Pode ser que seu filho não tenha problema algum”, alerta Ana Maria. “As crianças de hoje passam muito tempo concentradas no computador. Quando chegam na sala de aula, acham tudo enfadonho, chato, e, por isso, manifestam comportamentos inapropriados. Já as com TDAH não conseguem ficar quietas de jeito nenhum, seu tempo de concentração é de segundos e perdem rapidamente o interesse

Problemas de aprendizagem

São muitos os fatores que podem influenciar na aprendizagem da criança. “Primeiro observe se ela tem dificuldade visual ou auditiva. O ‘olhar vago’, uma característica do autismo, pode ser apenas um problema de visão. Cuidado com o diagnóstico precoce”, alerta a psicóloga Ana Maria Menezes. “Se seu filho tem dificuldade de formar palavras para escrever textos ou de aprender e memorizar o alfabeto, pode ser que ele seja dislexo. Quanto antes o distúrbio for tratado, com a ajuda de um terapeuta, da escola e da família, melhor”.

Fonte: GNT


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