20.set.2013
É inevitável. Toda família com mais de um filho vai passar pelo momento em que o mais novo começa a imitar os gestos e comportamento do mais velho. Mas o que fazer para saber quais os limites dessa fase e até que idade isso é aceitável?
Na verdade, esse comportamento é muito saudável e contribui para a formação da personalidade da criança. Afinal, não existe uma idade específica para que isso mude. Porém, na adolescência os gostos começam a mudar e as novas experiências é que passam a moldar a personalidade de cada indivíduo.
O único cuidado que precisa-se ter é com o excesso no comportamento de imitação e a consequente influência na formação da personalidade, o que pode fazer com que a criança cresça com conflitos e dificuldade de sentir uma pessoa diferenciada e espontânea, além de ter dificuldade em tomar decisões de forma independente.
Para que isso não aconteça os pais precisam entender que a imitação é saudável e que cabe a eles intervir quando esse comportamento gerar interesse em assuntos que não são pertinentes à idade da criança.
Escolhas
Todas as decisões que precisam ser tomadas já na infância são reflexos de outras escolhas, mais instintivas, que elas fazem desde o nascimento, como a careta de rejeição a algum gosto estranho na boca.
Essa escolhas variam de acordo com o que os pais oferecem de oportunidade para aceitar ou rejeitar elementos do dia-a-dia. Quanto mais alternativas são oferecidas para a insatisfação de uma criança a um elemento, mais essa criança está sendo treinada para avaliar opções e escolher uma.
É importante, portanto, que esse tipo de comportamento dos pais aconteça desde cedo. A melhor forma deles ajudarem as crianças a tomarem suas próprias decisões (corretas mas sem pressão) é oferecer opções, explicando vantagens e desvantagens de cada uma e mostrando que cada escolha implica em abrir mão de outra coisa.
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