8.out.2012
Crianças confusas, agitadas, desatentas, que não conseguem acompanhar o ritmo escolar. Educadores despreparados para lidar com alunos que necessitam de mais atenção. Pais com falta de tempo e cheios de dúvidas em relação à educação dos filhos. Médicos que tentam encontrar um diagnóstico para responder a todas essas questões, e “sossegar” esse desespero.
O castigo ultimamente tem sido substituído por um remédio, conhecido como a “Droga da Obediência”.
O Brasil é o segundo maior consumidor destes psicotrópicos, chamados ritalina (atrás apenas do EUA), prescritos para o tratamento de crianças diagnosticadas como portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
A pílula foi aprovada pela ANVISA, e mesmo sendo um remédio tarja preta, está sendo consumida erroneamente, não só por essas crianças agitadas e desatentas (para acalmá-las e focar sua atenção), mas também pelos jovens que querem ir bem em provas, ou até mesmo por adultos que precisam enfrentar uma reunião, um concurso ou falar em público, perante uma apresentação de trabalho.
O remédio tem causado diversas discussões entre médicos, que discordam sobre os resultados e os efeitos da tal droga.
Os que são a favor, garantem que a maioria dos pacientes, são bem tolerantes quanto à medicação, e afirmam que modifica o organismo somente para que o cérebro funcione melhor.
Eles asseguram, que no início a droga pode até alterar um pouco o sono e a fome, mas que os resultados apresentados são bem melhores que os problemas.
Os que não a aprovam, dizem que o problema é que a ritalina tem muitas reações adversas para os que não são diagnosticados corretamente, já que a droga afeta o funcionamento do cérebro e podem prejudicar os jovens de muitas formas, fazendo-os ter crises de arritmia, insônia, alucinações, convulsões, bolhas, espasmos e até suicídio.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Food and Drugs Administration (FDA) e a National Institute of Mental Health (NIMH), além de todos esses problemas as chances do adolescente vir a se tornar usuário de drogas crescem em quase 50%, e o risco de morte súbita inexplicada é de 10 a 14 vezes maior entre os adolescentes que tomam o remédio.
Mas, em uma coisa os médicos têm concordado, as principais causas da “droga da obediência” estar sendo consumida desta maneira, é pela a banalização dos diagnósticos do transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e também, por falta de esclarecimento à população, avisá-los que assim como qualquer outro remédio a ritalina gera reações, e igualmente as drogas como cocaína e ecstasy, influi no funcionamento do sistema nervoso.
Fonte: EM
Editado por Luiza Ferreira , da FireFish
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Ana Carolina Principessa (CRP 06/83167) é psicóloga em consultório particular onde atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em Santos (SP).[/author_info] [/author]
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