Agressividade na infância: até que ponto é normal?

19.mar.2015

Fragilidade e insegurança. Esses são os dois principais motivos apontados pela psicologia infantil como os que ocasionam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira de agir do filho. Por serem muito emocionais e pouco racionais, elas não sabem lidar com alguns sentimentos e podem expressá-los por meio de atos agressivos.

Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. Se seu filho está agressivo, certamente ele está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.

Segundo especialistas, os pais devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas, já que algumas vezes essa agressividade não é transitória, mas permanente e parece estar sempre provocando situações de briga.Este é o momento de se tomar uma atitude, em alguns casos recorrendo a um psicólogo infantil.

Observar muito bem cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa o problema. Muitas vezes, o pequeno da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como conseqüência desta dinâmica em que pode estar inserido.

O comportamento hostil geralmente se origina por inúmeras razões: dificuldade de relacionamento com outras crianças; algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos; pais que evitam dizer “não” quando necessário (podendo transformar em uma criança possessiva) ou excesso de cobrança.

Nesses casos, a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de violência. É recomendada a ajuda de um especialista em psicologia para crianças, que orientará os pais sobre a maneira correta de proceder.

Outra medida importante é a relação de cumplicidade entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. às vezes, só de enxergar um problema, os pais já promovem a melhora da situação. Como se percebe, o afeto é o caminho mais tranqüilo e menos doloroso para arrancar a tensão de dentro do seu querido. Basta saber usá-lo.

Fonte: Guia do bebê


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