13.nov.2012
Atualmente drogas como o crack atuam de uma forma tão agressiva no corpo do usuário que não o permitem perceber o quão grave é sua situação, e o quanto a droga pode ser prejudicial a ele e aos que estão à sua volta.
Se baseando nisso o deputado federal, Eduardo Da Fonte do PP-PE, apresentou uma proposta de política pública que prevê a internação compulsória temporária de dependentes químicos conforme indicação médica, após o usuário passar por uma série de avaliações com profissionais da saúde.
A proposta tem provocado discussões, onde os que a apoiam afirmam que um em cada dois dependentes químicos apresenta algum tipo de transtorno mental, que o consumo de drogas aumentou em todo o país e os usuários são incapazes de distinguir o que é melhor para eles.
Os que são contra afirmam que o procedimento é ineficaz, e acreditam que a internação em instituição terapêutica deve ser considerada e respeitada desde que caso a caso seja avaliado e não que todos sejam adotados como uma forma de política pública.
Tipos de internação:
Atualmente existem três tipos de internação: voluntária, involuntária e compulsória.
A voluntária ocorre quando o tratamento intensivo é imprescindível e a pessoa aceita ser internada em um período de curta duração. A decisão é tomada de acordo com a vontade do paciente.
A involuntária é mais frequente, quando o paciente precisa ser contido, às vezes até com camisa de força em casos de surto ou agressividade. Em ambas as situações um laudo médico é obrigatório, confirmando a solicitação, que pode ser feita pela família ou por uma instituição.
A internação compulsória tem como diferencial a avaliação de um juiz. É usada em casos onde a pessoa esteja correndo risco de morte causado pelo uso de drogas ou transtorno mental. Essa ação, usada como último recurso ocorre mesmo contra a vontade do paciente.
Seminário
No seminário online “Aspectos Técnicos Políticos da Internação Compulsória e Interdição”, profissionais de diversas áreas se reuniram para debater sobre o assunto.
No evento a questão da liberdade dos indivíduos e dos profissionais que fazem o atendimento foi uma das mais abordadas, onde especialistas afirmaram que os submetidos à internação forçada relatam passar por situações desumanas.
A liberdade dos usuários e profissionais que realizam o atendimento também foi abordada durante o seminário.
Segundo a juíza Maria Lucia Karam, nos tratamentos feitos com internação compulsória, os profissionais de saúde são induzidos a atuar como denunciantes, e para ela a prioridade do tratamento deveria ser a preservação e a liberdade do paciente e não o sistema penal.
Fonte: Uol
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Ana Carolina Principessa (CRP 06/83167) é psicóloga em consultório particular onde atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em Santos (SP).[/author_info] [/author]
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