Pesquisa comprova que crianças possuem o mesmo modo de pensar que os cientistas

9.nov.2012

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, concluiu que através de brincadeiras diárias, as crianças exercitam uma nova prática de aprendizado.

Elas se baseiam em estatísticas, experiências individuais e observação de seus colegas, assim como fazem os cientistas.
Esta comprovação, feita pela pesquisadora Alison Gopnik, destaca como as experiências vividas pelos pequenos de até 6 anos são importantes, pois se envolvem na maneira em que o ensino é estruturado.
Segundo Gopnik, as crianças têm ideias incomuns para a resolução de alguns problemas, mais até do que os adultos.
Mas como foi possível que ela descobrisse que crianças ou bebês – que ainda nem falam -, são capazes de realizar análises estatísticas?
Essa resposta veio através de experimentos realizados para testar a capacidade reflexiva de crianças cada vez mais novas.

Por exemplo:
Em um teste feito por Alison, crianças a partir de dois anos observaram uma máquina que acendia e tocava música quando certos objetos eram colocados sobre ela.
As crianças viram que quando colocado sobre a máquina, o primeiro bloco ativava luzes e música em duas a cada três vezes.
Um segundo bloco ligava as luzes e a música duas a cada seis vezes que era colocado na máquina.
A seguir os examinadores pediram que as crianças fizessem a máquina acender suas luzes e tocar música. “Elas viram a máquina ativar duas vezes em ambos os casos, mas se elas estivessem calculando a probabilidade da máquina ativar, deveriam preferir o primeiro bloco, que a ativou duas a cada três vezes, e foi exatamente o que elas fizeram”, explica Gopnick.

Um novo panorama
Antigamente, o entendimento sobre o modo de pensar das crianças pequenas, era de que elas eram incoerentes e só visualizavam o que acontecia naquele momento e tempos depois já não se lembravam de nada ou quase nada.
Hoje, as escolas levam em conta sua capacidade de experimentação e constroem o conhecimento delas, e não somente transmitem informações.

Fonte: Estadão

[author] [author_image timthumb=’on’]http://anapsicologa.com.br/wp-content/uploads/2012/04/ana.jpg[/author_image] [author_info]Agende uma entrevista: (13) 9712-0225 | email: contato@anapsicologa.com.br |

Ana Carolina Principessa (CRP 06/83167) é psicóloga em consultório particular onde atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em Santos (SP).[/author_info] [/author]


ÚLTIMOS ARTIGOS

11/jan/2026

A dificuldade da criança em expressar emoções e como o sofrimento infantil se manifesta além das palavras

Quando a criança não consegue explicar o que sente: o que os pais precisam compreender […]

LER MAIS >
1/jan/2026

Quando a Criança Não Consegue Explicar o Que Sente: O Que os Pais Precisam Compreender

É comum que pais de crianças pequenas se sintam angustiados ao perceber mudanças de comportamento […]

LER MAIS >